Michael, T-Bag, Bellick e Mahone, estão presos no Presídio Federal de Sona, no Panamá, que só como curiosidade, foi inspirado no nosso Carandiru, como os próprios atores falam no bônus do DVD... Imaginemos um Estado totalitário, governado por um ditador, que tem pouca água, pouca comida, todos vivem presos e quem tenta fugir, os guardas da prisão atiram... Esse é o presídio. Lechero é um preso, um dos maiores traficantes de drogas do Panamá e como tal, comanda o lado interno do presídio. Chega a ser engraçada a interpretação de Bellick, andando maltrapilho, sem roupas em busca de comida. Todo esse inferno, e do lado de fora o irmão de Michael, Lincoln, encontra a uma cabeça de uma mulher em uma caixa, ou seja, de Sara, a amada de seu irmão, Michael Scofield... E com tudo isso, Lincoln conhece Gretchen, que trabalha para a Companhia, que raptou seu filho, e que diz que a missão de Michael no presídio é retirar de lá um preso, Whisler, que deverá sair com um livrinho que ele possui. E assim sendo, essa é a missão de Michael, achar esse preso, e retirá-lo da prisão. Mahone se vicia em drogas ilícitas, T-Bag fica de escravo de Lechero, Bellick fica tentando fazer alianças, mas só se prejudica. Até que Michael, Mahone, Bellick, Lechero, Whisler, T-Bag e MC Grady (um jogador de basquete amigo preso de Michael), se juntam para a pretenciosa fuga, para salvar o filho de Lincoln, em troca de Whisler e seu conhecimento... Porém na fuga, Michael planeja de forma que os primeiros a fugir fossem capturados e é o que acontece com T-Bag, Lechero e Bellick, que na fuga são capturados, e com a ajuda de Sucre, Michael, Mahone, Whisler e MC Grady conseguem fugir da prisão... Michael descobre que sua amada Sara está morta, o filho de Lincoln é resgatado, assim Michael, antes caçado pela Companhia, agora, decide descobrir o que é ela, para tentar destruí-la...
O contexto da prisão é muito interessante, a forma em que eles resolvem os problemas lá dentro, o descado do governo, o estado ditatorial formado ... É tudo muito interessante.
Destaque para a atuação de Michael, Bellick (principalmente) e Mahone.
Na próxima oportunidade, continuo falando da Quarta Temporada ...
Download da Terceira Temporada de Prison Break
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Prison Break - Segunda Temporada
Michael, Lincoln, Sucre, T-Bag, Abruzzi, Tweener, C-Note e Patoshik conseguem fugir da prisão de Fox River e assim passam a ser as pessoas mais procuradas dos Estados Unidos, onde passa a se desenvolver uma verdadeira caçada por todo o país.
Eles tentam encontrar o dinheiro que D.B. Cooper (que morre na fuga) roubou há anos atrás.
Mas atrás deles estão os Agentes Mahone, Kellerman e Kim. A regra do jogo passa a ser clara: todos os capturados são executados ou de alguma forma mortos, é o que acontece com Abruzzi e Tweener, assim Michael Scofield opta por atacar, ao invés de apenas fugir.
E nesse contexto a trama fica excepcional!
Sara, a enfermeira, filha do Governador, é presa por auxiliar na fuga, e o Diretor da Prisão e Bellick são aposentados por, de alguma forma, estarem envolvidos na fuga.
O final da temporada é fantástico... Envolvendo várias traições e conspirações...
Assim sendo, Michael descobre que o irmão da Vice-Presidenta dos EUA está vivo e tenta fazer de tudo para inocentar seu irmão; e consegue! Descobre que a Companhia, uma espécie de ente conspiratório, está por trás de tudo... Porém o protagonista acaba preso no Presídio Federal de Sona, no Panamá, junto de T-Bag, Bellick e o Agente Mahone... (mundo pequeno esse!)
Destaque para a atuação brilhante do Agente Mahone e de Bellick.
Quero ressaltar que a inteligência da direção do seriado é impressionante, e que não se trata de uma simples busca, a temporada é excepcional
Download da Segunda Temporada de Prison Break
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Prison Break - Primeira Temporada
É um seriado que durou de 2005 à 2009 na TV Fox Americana. Mas quem quiser saber mais sobre a série é só entrar no Wikipedia é conferir: http://pt.wikipedia.org/wiki/Prison_Break
Mas, sinceramente, não recomendo a leitura! Eu tive a oportunidade de ver todos os capítulos somente em 2010, e é fantástico. É impressionante a dinâmica do seriado (em um total de quatro), que inicialmente tem-se a visão pontual de apenas dois irmãos, um tentando salvar o outro de uma prisão, porém o gradativo envolvimento na trama é extremamente ficcionante.
A interpretação de Michael Scofield (Wentworth Muller), que é o protagonista da série, é algo impressionante. Ele interpreta um engenheiro civil extremamente inteligente, que ao ter certeza da inocência de seu irmão Lincoln Burrows, comete um crime (assalta um banco) para ser preso e tentar resgatá-lo, visto que seu irmão está condenado à pena de morte por matar o irmão da vice-presidenta dos EUA; assim ele tem acesso as plantas do presídio e as tatua em todo o corpo, bem como seu plano para fuga... (Esse é o tema da primeira temporada).
Michael conta com alguns companheiros (ou não) como:
Sucre: seu companheiro de cela;
Diretor de Fox River: que desenvolve uma relação de amizade com Michael;
Bellick: O chefe dos guardas da prisão, que faz de tudo para prejudicar a vida de Michael na prisão;
Burrows: Irmão de Michael e pessoa a qual Michael se dedica durante todo o tempo a fazer sair da prisão;
T-Bag: Preso pedófilo, nazista e louco que apesar de suas atrocidades Michael tem que se aliar para conseguir a pretensa fuga;
Sara: Filha do Governador do Estado, que trabalha como enfermeira do presídio e que será usada por Michael para auxiliá-lo a fugir, que será futura mãe de seu filho;
DB Cooper: Preso que será usado por Michael, visto a grande quantidade de dinheiro que foi roubada e encontra-se escondida;
Abruzzi: Preso mafioso que Michael terá que se aliar na prisão;
Tweener: Preso que apesar de trair diversas vezes Michael, pelo seu dom em roubar é recrutado por Michael;
Patoshik: Preso louco que será utilizado por Michael para ajudar na fuga;
Nika: "Esposa" de Michael, que quem ver a série entenderá o porquê de estar entre aspas!
Assim sendo, com essas pessoas, Michael planeja e realiza uma fuga do presídio de Fox River, que dura toda a Primeira Temporada, ou seja, tudo para salvar o irmão inocente...
Vale muito a pena, vou comentar mais tarde as demais temporadas...
Download da Primeira Temporada de Prison Break
quinta-feira, 1 de abril de 2010
CQC - Doação de TV de Plasma para Secretaria de Educação de Barueri / SP
Na semana passada, quando eu estava em Brasília, soube por intermédio de um amigo, sobre uma reportagem no programa da BAND, CQC, sobre uma Televisão de Plasma, que a produção do programa doou para a Secretaria de Educação do Município de Barueri, em São Paulo, para que fosse utilizada em uma Escola da prefeitura.
Assim sendo, eles instalaram um GPS na Televisão, para rastrear a mesma, e em que lugar ela foi parar? Vejam abaixo, vale muito a pena:
Assim sendo, eles instalaram um GPS na Televisão, para rastrear a mesma, e em que lugar ela foi parar? Vejam abaixo, vale muito a pena:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
Eu achei esta reportagem excelente e impressionante, mas achei que o final poderia ter sido diferente. Por isso peguei um artigo aleatório no nosso Código Penal em vigor:
-
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Motivação e Auto-Ajuda!!!
Tem um texto que eu gosto muito... Ele funciona para mim como motivação para se fazer as coisas, e essas palavras servem para tudo. Infelizmente não sei quem é o autor, mas de qualquer forma, segue o texto abaixo:
"Dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo.
Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira sem trabalhar
pelo menos doze horas por dia nos primeiros anos.
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar
sábados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos,
terá de se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles,
deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá de investir tempo,
energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para conseguir um resultado diferente da maioria, você tem de ser especial.
Se fizer igual a todo mundo obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial,
Terá de estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar, enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende da dedicação.
Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira sem trabalhar
pelo menos doze horas por dia nos primeiros anos.
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar
sábados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos,
terá de se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles,
deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá de investir tempo,
energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para conseguir um resultado diferente da maioria, você tem de ser especial.
Se fizer igual a todo mundo obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial,
Terá de estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar, enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende da dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.
Mas toda mágica é ilusão.
E ilusão não tira ninguém do lugar onde está...
Ilusão é combustível de perdedores..."
Mas toda mágica é ilusão.
E ilusão não tira ninguém do lugar onde está...
Ilusão é combustível de perdedores..."
Obs: "Quando se quer fazer algo, dá-se o jeito; quando não se quer fazer, dá-se uma desculpa..."
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Carta Sobre a Ausência de Direitos dos Militares no Brasil
Recebi a carta abaixo há uns 02 (dois) anos atrás por e-mail, e à época achei impressionante e até mandei um e-mail para o autor...
Prezado Comandante, Esta carta foi escrita como uma última tentativa de mudar o que não consegui em quase uma década. Meu desânimo, que culminou na desistência da minha carreira, foi cultivado sistematicamente dia após dia, através da observação e vivência de atitudes que desprestigiavam meu bom-senso, capacidade crítica e intelecto, sobre os quais passarei a discorrer mais adiante. Após ter sido aprovado, em 1998, num dos concursos mais concorridos daquela época, ingressei na Escola Naval, tendo preterido uma carreira de engenheiro eletrônico na UFRJ. Julgava que a carreira naval se mostrava mais promissora, com estabilidade, interstícios bem definidos e ainda um certo prestígio junto à sociedade. Esse foi o espírito com o qual fui admitido na Marinha do Brasil. Após cinco anos de formação, e apenas um de oficial, já havia tomado a decisão: não havia como permanecer nesta carreira, a não ser, literalmente, com o sacrifício da própria vida. Um sacrifício contínuo, que eu via se abater sobre todos os meus colegas de Praça d'Armas, fossem eles Segundos-Tenentes, Capitães-Tenentes ou até Capitães-de-Mar-e-Guerra. Não estou falando de um sacrifício honrado, merecido, daqueles que se vêem nos filmes e são inerentes aos heróis. Não, o sacrifício de que falo, nessa carreira que insistem em chamar de "sacerdócio", era um sacrifício inócuo, quixotesco, cujos maiores feitos eram a contagem correta e ilibada, quase obsessiva - de vidros de mostarda no balanço de paiol e a maquiagem bem feita, a qual custou toda uma noite em claro, para o recebimento de uma autoridade que só se importava com a idade do whisky que iria ser servido. Todos esses fatores me levaram a buscar uma carreira extra-Marinha, o que consegui, com a ajuda de meu Senhor Jesus, quando fui aprovado para o cargo de Analista Administrativo do TRE-RJ, o qual estou exercendo no momento. Mas o que me impressiona mesmo é que, a despeito da minha anterior posição, no início de uma brilhante carreira que se desfraldava para mim, nenhuma autoridade se interessou em descobrir por que eu havia decidido abandonar a Marinha. Eu não era um desempregado em busca de um trabalho tampouco um estudante recém-formado em direito, mas um Oficial de Carreira das Forças Armadas que resolveu, como já foi me dito, "trocar os botões dourados por uma salinha suja numa repartição". No mínimo, é inquietante que a Diretoria de Pessoal esteja realizando pesquisas de satisfação cujo resultado seja que esse êxodo deve-se à falta de cursos no exterior e ao sucateamento dos meios?. Esses não são, nem de longe, os reais motivos. E, pelo menos, quanto à oficialidade da Marinha, também não o é a remuneração. A prova disso é que pelo menos metade dos oficiais que estudam para concursos também busca carreiras de nível médio, cuja remuneração é menor, mas possuem maior qualidade de vida em relação ao regime semi-aberto que se tornou a carreira naval. Se nós formos buscar os reais motivos dessa insatisfação coletiva, porém velada, veremos que são causadas por problemas estruturais, e não conjunturais. Sua causa não está nos baixos salários, embora eles estejam realmente abaixo da média do funcionalismo público federal. Nem no reduzido orçamento, que de fato está sendo cortado ano após ano. E muito menos na redução da quantidade de meios operativos. O valor desta carta reside neste ponto: todos os problemas que serão abordados podem ser resolvidos dentro de casa, através de iniciativas internas, independentes de orçamento, e o pior, em pouquíssimo tempo, por meio de decisões administrativas simples, que não são tomadas por má-vontade, orgulho, miopia administrativa ou apego demasiado a uma tradição caduca, que emperra e desagrega esta Força, ao invés de uni-la em laços comuns, na medida em que origina ações e ordens contraproducentes que contribuem sobremaneira para o mau andamento do serviço. Compreendemos que as Forças Armadas, conceitualmente, exercem um papel primordial na manutenção da paz, na dissuasão de hostilidades estrangeiras e na consecução dos nossos objetivos estratégicos como nação, assim como consta nas tão festejadas apostilas da Escola de Guerra Naval. Ainda mais, acreditamos e gostaríamos que essas metas fossem alcançadas, com seriedade e profissionalismo. O problema é que também compreendemos quão diametralmente opostas desses objetivos estão as decisões e atitudes tomadas por nossas autoridades, que destinam porções generosas dos recursos para a pintura incessante de equipamentos que já não funcionam por falta de recursos. Que se apropriam das já parcas etapas de alimentação e as transformam compulsoriamente em "sobras lícitas", de modo que possam comprar parafusos, tinta, cera e bancar coquetéis para almirantes que festejam a decadência da própria Força. Que investem milhões de reais do contribuinte na compra e manutenção de meios já defasados, que onerarão ainda mais o orçamento, já que os próprios países de origem não toleram seu custo-benefício, isto se considerando que são países ricos. E, o pior, cada atitude dessa vem travestida de honradez e pundonor. A pintura de piso, de sucata, de ferrugem (somente para o dia de uma visita), se reveste do caráter de limpeza e organização, de modo que não fira os olhos de uma autoridade que reluta em não ver a realidade. O saque da nossa mesa vira espírito de sacrifício, o que vem acompanhado de manipulação das notas fiscais para que a comprovação de gastos com solda seja transformada em aparelhos de TV para a tripulação. E a aquisição de "novos" meios deteriorados é motivo de orgulho das autoridades, que se gabam de fortalecer a instituição em tempos de dificuldades, ainda que tenham comprado o refugo de outros países. Esses meios NÃO irão contribuir para a soberania da nação, não andam, nem funcionam e ainda exporão a vida da tripulação a um risco desnecessário, pois nossos navios não possuem mais portas estanques, nem sistemas de combate a incêndio eficientes, e suas instalações funcionam na base do gatilho, sendo isto um dos grandes geradores da sobrecarga de trabalho à qual nossas praças e oficiais de baixa patente estão submetidos. A chave para se compreender o choque de gerações que ocorre em nossos tempos é a divulgação da informação. O movimento conhecido como Tenentismo, um conhecido de longa data, se manifesta atualmente enriquecido e ligeiramente modificado, uma vez que não se utiliza mais do embate das armas, e nem possui o fervor patriótico de outrora. Com a Internet, ficou muito difícil para o sistema de formação de oficiais privar os alunos e aspirantes da realidade reinante, como acontecia antigamente na chamada bolha. Hoje, é praticamente impossível realizar uma lavagem cerebral completa, que torne o militar subserviente o necessário, pois a visão de mundo que um jovem tem não o permite e essa é a causa de tantos oficiais superiores reclamarem que não se fazem mais tenentes como antes. Eu e meus colegas enxergamos a Marinha como mais um órgão estatal, que tem suas funções específicas definidas em lei, e atualmente não está executando-as de forma adequada; não vamos tomá-la pelas armas, nem nos insurgirmos em revoltas. Não, nós não amamos a Marinha acima de nossas próprias vidas, pois isso sequer faz sentido. E entendemos que o mercado de trabalho também mudou, inclusive na iniciativa privada, onde ninguém mais tem um emprego para a vida toda; aplicamos isso em nossas vidas particulares e decidimos que podemos trabalhar onde melhor nos convier, seja por pagar melhor ou ter uma rotina de trabalho mais agradável, e isso sem o peso na consciência de largar o "sacerdócio". É muita inocência achar que iremos abdicar, conhecendo nossa capacidade, competência, potencial e qualificação, de carreiras públicas que nos oferecem dignidade pessoal, respeito profissional, horário de trabalho justo e, de quebra, remuneração inicial de Contra-Almirante. Para estudar para meu concurso, tive de fazê-lo em oculto, sob pena de ser execrado do convívio da Força ou perseguido. E fui punido por não ter comunicado minha inscrição, assim como preconiza a retrógrada legislação vigente. Porém, fica o aviso de que o número de oficiais descontentes que agora estudam escondidos é muito maior do que os mais de 30 tenentes que cancelaram seu Curso de Aperfeiçoamento nos últimos dois anos e do que a turma somente de Aspirantes que fechou uma sala exclusiva na Academia do Concurso Público. Há de ser ressaltado que a geração de oficiais superiores e almirantes atualmente no comando foi formada durante o regime militar ou no pós-regime, uma época bem mais intensa nos valores e também nas arbitrariedades. O mundo mudou, as relações sociais, econômicas e empregatícias também, mas a Marinha insistiu em cristalizar-se novamente em suas tradições, e quanto mais o tempo passa mais esta instituição se afunda num anacronismo intenso. O mundo realmente pode ter mudado muito rápido para que algumas autoridades pudessem ter absorvido, mas é para tentar mudar um pouco essa mentalidade que passo a discorrer sobre algumas das principais causas de insatisfação na Marinha do Brasil: SERVIÇO * As Forças Armadas possuem uma singularidade em relação a outros órgãos e empresas, sejam públicas ou privadas: submetem seus militares a mais de 24 horas de trabalho contínuas. Isso seria simplesmente imprescindível caso estivéssemos em tempo de guerra. Mas considerando-se que nossos maiores inimigos são a sujeira do piso e o amarelo por fazer, não há respaldo para essa prática. Após o serviço, o militar não deve cumprir o expediente normal, visto que foi privado da sua noite de sono, tempo de lazer e convívio com a família. Médicos e policiais cumprem seus plantões (e muitas vezes conseguem descansar neles), são rendidos pela manhã e vão para casa. A carga horária semanal não deveria, constitucionalmente, exceder as 44 horas semanais ? embora batamos com orgulho no peito nos vangloriando de que não possuímos direito algum ? mas, com apenas um serviço na semana essa carga sobe para 56 horas. Numa escala muito comum, 3 por 1, o militar pode chegar a cumprir 80 horas semanais, sem nenhum tipo de compensação. É comum que cabos e marinheiros concorram a escalas de 1 por 1, sendo liberados, como um favor, ao meio-dia do dia de sua rendição. Eles cumprem 108 horas semanais, 145% a mais do que permite nossa Constituição, que defendemos com o sacrifício da própria vida. * Durante o serviço nos fins-de-semana, é comum a prática de detalhar "faxinas" a serem realizadas no tempo vago (?) seja lá o que isso for. Durante o dia, o militar deve se desdobrar em 2 quartos de quatro horas, sendo um de madrugada, além de cumprir os adestramentos previstos. Nessas oito horas, ele permanece em geral em pé, no calor do sol e no frio da madrugada, e, para que não consiga se refazer entre um quarto e outro, é colocado para tratar conveses, limpar corredores ou soldar chapas no seu tempo vago. Será que perder o seu descanso semanal remunerado não é o suficiente, o militar tem que sentir dor o tempo todo? Nesta Força existe um conceito muito errado de que nossos militares são máquinas que devem produzir em tempo integral e de que qualquer tempo ocioso, incluído o de descanso, é desperdício. * Os oficiais são obrigados, em geral, a permanecer em pé no portaló durante seu serviço (?) desde 06:00h, para fiscalizar (?!) o quarto d'alva, visando basicamente a realização de cerimonial para visitas de autoridades não-anunciadas e a manutenção do alerta vermelho máximo para a passagem de lanchas de almirantes. Considero isso um desrespeito à minha formação e capacidade intelectual, uma vez que sou relegado a um mero soldado de chumbo, enfeitando um portaló, enquanto sou subaproveitado nas minhas tarefas administrativas. Cabe às autoridades definirem: o que é mais importante, um cerimonial que pode vir a acontecer ou a realização das tarefas administrativas vitais do navio. Sempre achei que tivesse estudado demais para ter simplesmente a função de ficar em pé por mais de 10 horas seguidas. O oficial de serviço pode sim, muito bem, ficar volante no navio, e atender situações que realmente façam jus à sua presença. Quanto ao procedimento das visitas não-anunciadas, já está na hora das autoridades se conscientizarem de que a máquina estatal não pode ficar completamente mobilizada simplesmente aguardando seu repentino aparecimento, de modo a louvá-las e engrandecê-las. * É comum que se avalie a escala de serviço como "muito cochada", se arbitre uma satisfatória e depois se inventem postos desnecessários para se justificar esse aumento, de modo que não fiquem militares à toa, "sobrando", como se a folga da escala representasse mão-de-obra ociosa. Lembro também de quando estava na Escola Naval, onde o segundo-anista não poderia pegar menos serviço do que o terceiro-anista, e então criaram um "plantão do bar" para piorar a vida do segundo ano, e, comparativamente, melhorar a do terceiro (redistribuindo, assim, as cotas de infelicidade). Essa prática é muito comum também na Esquadra, matriz do "Caldeirão Naval", onde a escala do oficial não pode ser maior do que 5 por 1 e já houve caso de mais de três oficiais estarem de serviço em um mesmo dia desnecessariamente. Sei que um oficial pode se qualificar para concorrer à escala em mais de um navio, assim como eu mesmo já fui qualificado, e sem muito esforço; durante o expediente, cada navio poderia ter seu próprio oficial de serviço para resolver problemas administrativos, e, após, somente um dos oficiais se responsabilizaria pelos navios durante o pernoite. Ou então, os oficiais de serviço poderiam simplesmente ficar de sobreaviso, com um celular. Como a manutenção do Grupo de CAv geralmente é citada como impeditivo para a diminuição da tabela como um todo, lanço a V.Sas. um desafio: arquitetar um plano de combate a incêndio efetivo que se utilize somente dos militares de serviço. Isso se mostra na prática inviável, pois combater um incêndio com doze ou oito militares dá no mesmo. Teremos que disparar o Halon ou chamar a brigada de bombeiros e GSE. Ressalto que a quase totalidade dos incidentes decorre da presença de pessoal a bordo, ou seja, quanto mais gente houver na tabela de serviço, maior será a quantidade de pessoas necessária para cuidar da tabela de serviço. Só haverá incêndio na cozinha se ela for utilizada, incêndio na coberta se esta estiver habitada, rompimento de rede se estiver pressurizada. A manutenção de uma tabela de serviço que pernoite a bordo é a causa mater dos sinistros, e sua diminuição ou extinção alteraria sobremaneira o paradigma do CAv. E, afinal de contas, se CAv fosse tão importante, as tomadas de incêndio não deveriam estar entupidas com Kaol. COMISSÕES * Sem esquecermos que, dentre as profissões do mar, só os pescadores são mais mal-remunerados do que nós, podemos fazer algumas considerações... Se é fato que nossa compensação pecuniária é irrisória, então que haja compensação como há na Petrobrás: seja adotada a escala de 15 por 15, pelo menos (ou seja, um dia de licença para cada dia de comissão), sem se falar na escala de 14 por 21 adotada por aquela empresa, que é considerada de vanguarda até no âmbito internacional, e, logicamente, deve possuir uma capacidade administrativa de referência. Realmente somos homens de madeira em navios de ferro, e merecemos descanso depois desta atividade tão ingrata, que é se fazer ao mar, já que nem fazemos jus à compensação orgânica. Seria implausível abrir mão dos militares por tanto tempo? Creio que não, considerando que em cada dia de mar estamos 24h a serviço, período de tempo três vezes superior ao nosso expediente normal. Se a Marinha inventou tantos obstáculos administrativos de modo que uma tripulação operativa não possa se ausentar para ter descanso, que se transfiram essas responsabilidades para uma unidade administrativa, bastando uma alteração em DGPMs, SGMs, ou qualquer outro pedaço de papel. Afinal, alguém deve dar suporte aos nossos militares, ou não? * Sendo o mar um ambiente inóspito por natureza, os tripulantes ainda são obrigados a cumprir expediente entre o enjôo e o serviço, embora o navio esteja em um período dedicado à vida operativa. Um mínimo de descanso e conforto é necessário ao marinheiro para que realize suas tarefas a contento e ajude a diminuir o stress que naturalmente surge em condições de afastamento e confinamento. * Por último, o que considero mais desrespeitoso: obrigar a tripulação a baldear e pintar o navio no dia do regresso de uma comissão, sem ao menos terem tido a chance de verificar como estão seus familiares. A pintura não pode ser - ou transparecer que é - mais importante do que nossas famílias. ROTINA E ADMINISTRAÇÃO * Consideramos como nossas prioridades administrativas a desburocratização, a impessoalidade (nisto também subentendida a extinção do queromarinst, a mais arbitrária, arcaica e amadora forma de gerência existente), a definição de objetivos claros que devam ser alcançados e de prazos razoáveis a serem cumpridos todas as nossas tarefas costumam ser "pra ontem", revelando o descompasso do nosso planejamento organizacional , e o uso racional do dinheiro público. Por isso, não aceitamos pintar o piso para a visita de uma autoridade, ou pintar o navio antes mesmo de atracar, após três meses de comissão, como se retornasse da Terra-do-Nunca: isso é desperdício. Não aceitamos que se sirvam banquetes para autoridades, e depois compensem com semanas servindo macarrão com salsicha para a tripulação: isso é desrespeito. Inclusive, se há a coragem moral nesta Força de que tanto se ouve falar nas Praças d?Armas, então que se sirva para as autoridades extra-MB que visitarem nossas OMs o mesmo rancho que comemos diariamente. Esta é a melhor maneira de protestar pelo corte de nossos recursos. E, que, finalmente, a Marinha entenda que manutenção de limpeza e arrumação não é nossa função constitucional. Enquanto houver Capitães-de-Fragata passando os dedos com luva em cima de armários não poderemos nos concentrar nas tarefas que realmente importam. * Assim como eu chego sem atrasos todo dia, em um horário definido, gostaria que a licença fosse cumprida desta mesma forma. O licenciamento não é um favor, muito menos concessão do comando: é uma obrigação com o militar que já cumpriu seu expediente diário. Não há como solucionar todos os problemas da MB em um único dia (e cabe ressaltar que a maior parte dos nossos problemas são explicitamente gerados pelas idiossincrasias de nossos oficiais superiores e almirantes, que desejam governar este órgão como melhor lhes parecer, satisfazendo suas prioridades pessoais e relevando as da organização). E se for necessário ficar após o horário, que haja compensação noutro dia. Além disso, a maior humilhação à qual me sujeitei durante estes mais de quatro anos de oficial foi suplicar, diariamente, para poder ir embora após cumprir meu expediente. Nós simplesmente não temos que nos despedir, como um ato de educação, mas ficamos atrelados a uma AUTORIZAÇÃO para irmos embora, o que gera um mal-estar horrível após ser repetido duas centenas de vezes, e ainda nos atrasa, em pelo menos, quarenta minutos por dia, tempo médio para vencer as filas dos nossos superiores nas mais diversas instâncias. * Num passe de mágica, algumas autoridades pensam que podem apagar, através de confraternizações, o dia-a-dia estressante que impõem aos oficiais subalternos e intermediários, tornando todos "uma família" imediatamente. Essas confraternizações são marcadas, em geral, fora do horário de expediente, e são compulsórias, tornando-se um prolongamento (realmente longo) deste. Minha geração não troca o convívio de suas famílias por amigos de copo, e amizade verdadeira não exige comparecimento contrariado. Se todos estivessem satisfeitos, o congraçamento seria conseqüência natural. Quando o coquetel é realizado durante o dia, mostra-se mais um revés interessante: passam-se três horas ou mais de expediente no evento, e julga-se que isso não é errado ? esse tempo desperdiçado exige, invariavelmente, uma dedicação suplementar para resolver as tarefas negligenciadas. Mas quando é necessário a um oficial sair mais cedo para resolver um problema, ele fica sendo mal visto. Isso é um exemplo clássico da nossa cultura: pode-se matar o expediente para beber, mas não para tratar de nossa vida pessoal. * Como resultado de alguma carência afetiva, certas autoridades ficam nervosas se não receberem o bom dia, ou o boa noite. Esta é uma frivolidade que deve ser encarada da seguinte forma: as pessoas têm coisas mais importantes para fazer do que dar boa noite compulsoriamente umas às outras. Esse evento ocorre naturalmente ao haver um encontro fortuito entre duas pessoas educadas, e não deve ser objeto de recomendações intimidadoras ou ordens de parada. * Por se falar em parada, esta consiste em uma das melhores formas de desperdiçar mão-de-obra. Como se ninguém soubesse sua função na OM, reúnem-se os oficiais para se despacharem ordens geralmente de caráter individual, ou se fazem verdadeiros grupos de discussão sobre assuntos aleatórios e fantásticos, enquanto todas as praças aguardam em formatura. Em suma, a OM fica parada por quase uma hora e depois se estende o expediente após o horário. Definitivamente, isso não é GQT. A parada pode ser feita por e-mail e os assuntos individuais, tratados individualmente... * Assunto grave e delicado: caixa de economias. Se, hoje mesmo, o governo dobrasse nossa etapa de alimentação, melhoraríamos o padrão do nosso rancho ou dobraríamos nossa receita? Se é difícil trabalhar na escassez do orçamento, que se apliquem pelo menos os recursos corretamente na sua previsão legal. Não existem "sobras lícitas", pois na realidade não há sobras. Esta sobra artificial é criada quando se estipulam metas financeiras a serem atingidas em detrimento da qualidade de vida de nossas tripulações; como, então, exigir comprometimento? Como ser leal com quem nos retira o bife para comprar parafusos, tinta e souvenires para autoridades? Se não há previsão orçamentária para nossas despesas correntes e manutenção dos meios, então que nossos almirantes parem de ter medo de apertar quem se deve, nosso governo (se bem que apertar a própria Força é mais fácil e não arrisca a nomeação para cargos na ONU), e EXIJAM que sejam repassados os recursos necessários. Mas o que vi todos esses anos é que é mais cômodo exigir a excelência dos mais modernos, exaltando a "criatividade", como ouvi em tantas Ordens do Dia, quando na verdade não existem ferramentas adequadas, computadores em condições de uso ou nem sequer pano para limpeza, que deve ser reaproveitado até depois de rasgado. Esse é o exemplo de coragem e abnegação a ser seguido no Bicentenário de Tamandaré? * Finalmente, o mais grave, por se tratar de crime: química. É inadmissível que se exija dos subordinados que se mascarem notas fiscais a fim de burlar o controle orçamentário que a própria Marinha idealizou e exportou para a Administração Pública com tanto orgulho. É desnecessário me aprofundar neste tema, mas eu alerto a todos que julgam que "os fins justificam os meios" que a grande quantidade de oficiais descontentes que foram aprovados como Analistas do TCU e na Polícia Federal recentemente pode vir a mudar o destino de quem tem grande prazer em resolver os problemas de bordo a qualquer custo, se achando acima da lei, ou que pensa que pode se explicar a um magistrado dizendo que o fez "em prol do serviço". Oficiais que desejam fazer o que julgam correto são mal vistos e retirados de suas funções para não atrapalharem o "bom andamento" do serviço. E isso também se aplica à venda ilegal de óleo combustível. Embora não haja espaço nesta carta para citar todos os nossos vícios, como, por exemplo, a forma amadora de condução do reparo de um navio, esses são, no meu ponto de vista, alguns dos principais problemas geradores da desmotivação que se alastra pelos Oficiais Subalternos e Intermediários na Marinha, e são a causa do êxodo que vem ocorrendo. Eles são mutáveis, pois são concernentes à postura das nossas autoridades. A pena que as FFAA e, em especial, a Marinha, pagará, se não corrigir este problema postural, será ter uma lacuna irreparável em seus postos a médio e longo prazo. Se nossos almirantes decidirem descer dos pedestais e encararem a situação como homens valorosos que são, entenderão que este é um momento de guerra e medidas difíceis devem ser tomadas. Entendam: esta Força, como hoje conhecemos, não vai subsistir, nem de um modo, nem de outro. Se essas mudanças não forem feitas agora, as baixas em massa serão cada vez mais freqüentes e mais fortes, e, quando o remanescente da minha geração chegar ao comando, as fará. Se forem tomadas agora, a Marinha se tornará um lugar agradável de se trabalhar e muitos corações que hoje estão inclinados a sair podem retroceder. Não se enganem, existem Aspirantes do 2º ano estudando para concursos, e também Capitães-Tenentes em postos-chave, sendo que a média de espera para aprovação em um concurso é dois anos. É uma decisão a ser tomada rápido, antes que haja um colapso administrativo, e não existe como prender as pessoas com ameaças de indenização de cursos, o que, aliás, é inconstitucional. É hora de rever as políticas de motivação e de aposentar o "Manual de Liderança da Marinha": parar de movimentar militares contrariados quando houver voluntários; respeitar a programação de férias que o militar fez com sua família com seis meses de antecedência; não tocar regresso geral fim-de-semana para comparecer a uma regata (teoricamente, isso é lazer); não exigir de todos nós que demos um "jeitinho" quando não houver previsão orçamentária (o famoso "fazer no amor"); não colocar como prioridade do nosso serviço o apito para lanchas de autoridades, sob o risco de receber uma mensagem exigindo apuração do fato; parar de achar que nossa oficialidade vai ter como sonho de vida tão somente esperar talvez ser Almirante dentro de trinta anos. Estas medidas surtirão muito mais efeito na qualidade do nosso trabalho do que qualquer Programa Netuno, recém-divulgado, que já nasce com uma incongruência típica: enquanto toda a Administração Pública Federal terá oito anos para sua implementação, a Marinha implementará seu "pacote de qualidade" em um ano, com a famosa fórmula "embrulha e manda", se valendo do mascaramento de índices e avaliações. Quanto a mim, sei que vou servir melhor ao meu País no TRE do que na Marinha, porque cansei de servir com amadores. Cansei de jogar dinheiro pelo ralo e de ver boas idéias se perdendo num labirinto de vaidades, priorizando-se limpeza e arrumação ao invés de segurança nacional. Cansei de pertencer a um celeiro de alcoólatras e pais ausentes; terei efetivamente tempo para me dedicar à minha família e viver dignamente, como não faço desde 19 de janeiro de 1998. E se alguém que ler esta carta se propuser a refutar meus argumentos, estarei à disposição, pois nunca fui de me fechar ao debate por uma simples questão hierárquica. MARCIO DE ABREU PRAÇA CARDOSO Primeiro-Tenente (RM2) Analista Administrativo TRE-RJ.
domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Sobre o Filme AVATAR
Foi uma verdadeira guerra ter conseguido assistir esse filme... Em meio a tanta propaganda referente a ele, eu não tinha a noção do brilhantismo do mesmo. O filme é excelente. Retoma velhas questões de preservação ambiental, mas sobre um prisma totalmente inovador, ou seja, os terráqueos, no caso nós, esgotaram todos os recursos do planeta Terra e isso se passa no ano 2154 (embora eu não ache que nossa espécie dure tanto) e vão para um planeta chamado Pandora, onde existe um mineral muito valioso, porém no mesmo planeta há uma civilização totalmente amante da natureza, que se interliga com os animais e com os vegetais através de seus corpos... Esses "alienígenas", chamados no filme de Navi, são incapazes de derrubar uma árvore para fazer uma casa, e diga-se de passagem, moram em uma grande árvore e a adoram... E a crença desse povo na natureza é algo tão forte que eles têm uma espécie de religião entorno de um local sagrado, pela riqueza biológica local... Porém esse local sagrado é a maior reserva do minério que os terráqueos precisam... O que fazer? O filme é muito bom. Excepcional.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sobre o filme Contatos de 4º Grau
Ontem fui no cinema para tentar ver Avatar, mas como o cinema estava muito cheio, acabei indo ver o filme Contatos de 4º Grau ... O filme é excelente. Narra as pesquisas feitas por uma psicóloga em uma cidade do Alasca, sobre acontecimentos estranhos como sucídios e desaparecimentos, mas o curioso neste filme é que paralelo a apresentação dos atores, está as gravações reais das pesquisas feitas, onde mostra cenas simplesmente chocantes, muito pesadas, depois que os pacientes passam por uma hipnose. No decorrer do filme, a própria psicóloga percebe que algo também está errado com ela e com sua família; e começa a associar os acontecimentos na cidade com possíveis visitas de OVNI na cidade...
As imagens reais são verdadeiramente impressionantes, e o que mais choca são os pacientes parecendo que estão incorporados por alguma entidade maligna; além da própria psicóloga ter um rosto assustador.
Quando cheguei em casa fiquei pensando no filme e o que mais me impressionou:
- O rosto loucamente assustador da psicóloga, não da artista, que era linda, mas sim da psicóloga na vida real;
- As gravações dos pacientes no momento da hipnose; principalmente aquelas que eles pareciam que estavam voando;
- Quando o Xerife da cidade mostra a psicóloga a foto do marido morto.
É verdadeiramente interessante o filme e é altamente recomendável!!!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Governador do DF faz graça sobre o caso de corrupção que o envolve
Confesso que cada vez mais eu fico impressionado com a hipocrisia dos nossos políticos e a inércia de todos nós, enquanto povo brasileiro. O Governador do Distrito Federal, Arruda, em sua primeira reunião do ano com os secretários de governo, faz um comentário referente às acusações que lhe são imputadas, de que disseram que havia sido ele o ganhador da mega-sena... Não sei o que é mais absurdo: esse criminoso fazendo graçinha sobre os envolvimentos dele, o secretariado de primeiro escalão do governo, que saiu de suas funções, para re-assumir como Deputados do GDF, para que tenham imunidades diante das apurações (visto a grande maioria estar envolvida no escândalo), ou, por último, essa própria reunião com os secretários, pois em um país sério esse cidadão, no mínimo, estaria preso, estaria morto, ou em qualquer outro lugar, menos, lógico, fazendo reunião sobre o último ano de governo...
Simplesmente mudar o nome do partido para Democratas não muda muita coisa não... Imagino o que já não deve ter ocorrido em outras épocas... Culpa nossa, minha sua e de todos os brasileiros; afinal quem colocou esses bandidos no poder? Quem poderia tirá-los?
Segue abaixo o vídeo em que esse marginal faz seu comentário infeliz:
Outro marginal é o tal do ainda Deputado (?) Leonardo Prudente, que retornará ao cargo de Presidente da Assembléia do DF e será o responsável por indicar os condutores das investigações aos parlamentares...Que para quem não lembra, foi o "cidadão" que foi filmado colocando dinheiro nos bolsos do paletó e em sua meia! Na meia!! É impressionante... Eu tentei achar o vídeo em que esse marginal declara que colocou nas meias por segurança, pois ele não usa pastas!!! É risível! E o pior ainda são as declarações imbecis e sempre debochadas de todos eles...
domingo, 3 de janeiro de 2010
Assim Falou Zaratustra - Nietzsche
O livro Assim Falou Zaratustra (Also Sprach Zaratustra), de Nietzsche, é a obra em que o filósofo expõe de forma magistralmente poética, sensível e avassaladora suas principais teorias existenciais e éticas. É contada a saga de Zaratustra, uma pessoa que resolveu se recolher da presença dos homens, preferindo ficar na natureza; e que anos mais tarde, resolve passar seus ensinamentos, como anunciador do "além do homem" ou "super-homem" e da mais intrigante teoria filosófica de Nietzsche, o Eterno Retorno, bem como tece uma série de críticas contundentes à moral cristã. Esse é um dos livros que devemos ler antes de morrer!!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Boris Casoy humilha garis ...
Boris Casoy na minha opinião sempre foi um apresentador decadente; e a maior prova disso é aquela fala pseudo intelectual que ele sempre insiste em expressar, após as entrevistas feitas. Eu acho que ele não mereceria nem ser criticado, mas na data de hoje foi diferente... Considero a profissão de Gari, ou lixeiro, algo muito digno, muito honroso e é um serviço que na minha cidade, Rio de Janeiro, funciona muito bem... Entrei no site do Yahoo para ver meu e-mail, como sempre faço, quando vi ESSE LINK onde Boris Casoy de forma totalmente preconceituosa humilha a profissão de gari, proferindo palavras totalmente depreciativas... Sinceramente, acho que esse vagabundo merece, no mínimo, perder seu empreguinho na BAND, além de sofrer uma série de ações civis por danos morais, perpetrada pelos afetados por tais palavras.
Vídeo desse vagabundo proferindo tais palavras
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Colírio - Eterno Retorno
É um excelente vídeo que explica o caráter moral da teoria do Eterno Retorno do filósofo Nietzsche; sem complicações, uma estória é contada e a personagem principal se depara com a referida teoria e passa a enxergar o mundo de outra forma. É excelente.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Apresentador ri da voz do entrevistado
É trágico mas é muito engraçado... O apresentador do programa de televisão não se agüenta e perde a linha rindo do enrevistado e na cara dele!!! Muito bom esse vídeo.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Oração da Propina
Esses marginais são os verdadeiros traidores do povo... Fico imaginando esse tipo de acontecimento em um país sério, certamente esses vagabundos já estariam mortos, ou no mínimo preso, preso por muito tempo. Mas como é no Brasil, até agora nada aconteceu!! Os secretários continuam por aí, os assessores também, e o maldito Governador do DF, pior ainda!
Esses vagabundos não tem a menor dignidade!!! E o pior, toda a estrutura de sucessão está comprometida e na mão do DEM, que diga-se de passagem, mudou de nome PFL para DEM, por causa dos escândalos de corrupção, e agora? Mudar o nome outra vez? E a corja continuar sendo a mesma???
Isso é culpa minha! Isso é culpa sua!! Nós colocamos esses caras lá! Nós somos responsáveis por esses bandidos ainda não terem sido depostos sumariamente de seus cargos!
Tomara que Dante na Divina Comédia esteja certo, eles irão para o mais profundo inferno! Bem ao lado de Lucífer! Traidores malditos!
domingo, 29 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Mude
Esse é um poema que eu gosto muito... Dizem que a autoria é de Clarice Lispector.
Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Carta de Obama à Lula, Sobre a Visita do Presidente Iraniano
Na véspera da visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a Casa Branca deixou claro ao governo Luiz Inácio Lula da Silva que valoriza a iniciativa brasileira de fomentar e intermediar o diálogo entre os iranianos e os países ocidentais sobre a questão nuclear. A posição dos Estados Unidos foi expressa pelo próprio presidente Barack Obama, em carta de três páginas enviada no domingo ao presidente brasileiro.
No texto, os EUA admitem a insatisfação com a decisão do governo de receber o iraniano, mas reconhecem que o Brasil é um país soberano, com direito de orientar livremente a sua política externa. Diante da decisão, Obama pediu que Brasília abordasse os seguintes temas com Ahmadinejad: defesa dos direitos humanos e cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A carta tratou também das negociações sobre mudanças climáticas, da crise em Honduras e da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na recepção, segunda-feira, no Itamaraty, o presidente tratou da questão nuclear, incentivando Ahmadinejad a manter as negociações com a AIEA, e dos direitos humanos.
Depois de lembrar que o Brasil pauta a sua política externa "pelo compromisso com a democracia e o respeito à diversidade", Lula acrescentou: "Defendemos os direitos humanos e a liberdade de escolha de nossos cidadãos com a mesma veemência com que repudiamos todo ato de intolerância ou de recurso ao terrorismo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Sobre a Visita do Presidente do Irã - Mahmoud Ahmadinejad
Foto do Presidente Lula com o Presidente do Irã - Mahmoud Ahmadinejad
O Presidente Lula está de parabéns, acho que ele tem dado uma lição de democracia, recebendo e estabelecendo um diálogo amistoso com os mais diversos líderes mundiais, e no dia de hoje não foi diferente, foi a vez do Presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, visitar oficialmente nosso país.
Pouco sei do Irã, ou seja, sei que é um país onde o líder supremo é um Aiatolá, uma espécie de Papa católico, que dita as principais normas do país, e que inclusive decide sobre a permanência, ou não, do Presidente do país.
Sei também que o regime dos Aiatolás veio através de uma revolução popular, salvo engano em 1979.
Sei que a cultura iraniana é praticamente ininteligível para um brasileiro, da mesma forma que é paradoxal um iraniano entender a cultura de um brasileiro.
Sei que o atual presidente Ahmadinejad foi acusado de fraude nas eleições, mas ainda continua no poder.
Sei que o Irã figura como um dos históricos inimigos de Israel, e isso custa muito para a imagem do país no mundo, pois ser inimigo de Israel, é ser inimigo dos EUA e ser inimigo dos EUA, representa ser mal visto em todo o mundo, por imposição norte-americana, é claro. Bem que para ser honesto, essa questão está mudando um pouco, mas ainda há.
Sei que existe aquele famoso assunto sobre o enriquecimento de urânio por parte do Irã, e outras bobagens, como se eles fossem destruir o mundo com isso... Pura bobagem de ignorantes. O Irã não possui a menor condição tecnológica de transportar, através de mísseis, um artefato que exploda por fissão ou fusão nuclear, que ele também não tem condições tecnológicas de construir... Mas vendem a maldita idéia que ele e o Presidente norte-coreano vão destruir o mundo. Nunca! É ridícula a idéia!!!
Sei também que o povo iraniano certamente é o mais prejudicado, devido aos embargos a problemática da falta de entrosamento com os EUA e Israel, pois é vedado ao mundo fazer qualquer tipo de parceria contra o Irã.
Vi na televisão meia dúzia de vagabundo, gozando da democracia brasileira, para criticar a vinda do presidente Iraniano ao Brasil. Porque vagabundo? Em plena segunda-feira, um cidadão trabalhador estaria trabalhando, ou procurando emprego! E não criticando algo que nem se conhece. Porque esses mesmos vagabundos, estafados do ócio de seus ofícios, não manifestaram para a retirada de José Sarney de seu cargo? Ou pelo alto preço que pagam pelo litro do óleo Diesel que colocam em suas L200? Isso não interessa! Mas a vinda do presidente de um país que nem ao menos sabem onde fica no mapa, isso sim interessa!!
Acredito que a vinda dele ao Brasil, além de fortalecer os laços diplomáticos entre Brasília e Teerã, fará com que o povo iraniano se beneficie de parcerias comerciais e científicas entre os países.
Para finalizar, gostaria de agradecer as palavras do Presidente do Irã ao Brasil e ao povo brasileiro, onde ele apoiou o Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, atualmente composto pelos EUA, Rússia, França, Inglaterra e China; tendo também elogiado o povo do meu país, classificando-o como afável e acolhedor.
É preciso entender que dificilmente conseguiremos compreender a cultura Iraniana, e o mais democrático que podemos ser é respeitar o Irã e suas posturas, como um estado soberano, que é.
Quem será que está certo? Os EUA com todas as suas falhas e acertos? Descoberto no final do século XV; Ou o Irã? Com todas as suas falhas e acertos, que foi fundado há mais de quinhentos anos antes de cristo?
ENTENDENDO UM POUCO DO SISTEMA POLÍTICO IRANIANO
sábado, 21 de novembro de 2009
Exército de um Homem Só - Engenheiros do Hawaii
Clipe: Exército de um Homem Só - Engenheiros do Hawaii
Não importa se só tocam
o primeiro acorde da canção
a gente escreve o resto
em linhas tortas
nas portas da percepção
em paredes de banheiro
nas folhas que o outono leva ao chão
em livros de história
seremos a memória
dos dias que virão
(se é que eles virão)
a gente escreve o resto
em linhas tortas
nas portas da percepção
em paredes de banheiro
nas folhas que o outono leva ao chão
em livros de história
seremos a memória
dos dias que virão
(se é que eles virão)
Não importam se só tocam
o primeiro verso da canção
a gente escreve o resto
sem muita pressa
com muita precisão
nos interessa o que não foi impresso
e continua sendo escrito à mão
escrito à luz de velas
quase na escuridão
longe da multidão
o primeiro verso da canção
a gente escreve o resto
sem muita pressa
com muita precisão
nos interessa o que não foi impresso
e continua sendo escrito à mão
escrito à luz de velas
quase na escuridão
longe da multidão
Somos um exército
(o exército de um homem só)
no difícil exercício de viver em paz
Somos um exército
(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender, pra defender...
(o exército de um homem só)
no difícil exercício de viver em paz
Somos um exército
(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender, pra defender...
Não importa se só tocam
o primeiro acorde da canção
a gente escreve o resto
e o resto é resto
é falsificação
é sangue falso, bang-bang italiano
suíngue falso, turista americano
livres dessa estória
a nossa trajetória não precisa explicação
(e não tem explicação)
o primeiro acorde da canção
a gente escreve o resto
e o resto é resto
é falsificação
é sangue falso, bang-bang italiano
suíngue falso, turista americano
livres dessa estória
a nossa trajetória não precisa explicação
(e não tem explicação)
Somos um exército
(o exército de um homem só)
no difícil exercício de viver em paz
somos um exército
(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender,pra defender...
(o exército de um homem só)
no difícil exercício de viver em paz
somos um exército
(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender,pra defender...
Não interessa o bom senso diz
não interessa o que diz o rei
(se no jogo não há juiz
não há jogada fora da lei)
não interessa o que diz o ditado
não interessa o que o estado diz
nós falamos outra língua
moramos em outro país
Somos um exércitonão interessa o que diz o rei
(se no jogo não há juiz
não há jogada fora da lei)
não interessa o que diz o ditado
não interessa o que o estado diz
nós falamos outra língua
moramos em outro país
(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender
Somos um exército
(o exército de um homem só)
Nesse exército
(o exército de um homem só)
todos sabem que tanto faz
ser culpado ou ser capaz
... tanto faz ...
domingo, 8 de novembro de 2009
Vida
A vida, passa rápido. Tão rápido que nem posso crer. Será que estou vivendo, será que valerá a pena? A vida é algo impressionante. Porque sinto-me assim? Porque tenho necessidade do que não possuo, do que não faço. Mas quando faço, sinto que não deveria ter feito. Eterna dúvida desse maldito paradoxo. O poder e o querer. Coisas eternamente separadas. Será que haverá amanhã? Será que mudarei? Serei que estarei vivendo, respirando, criando, etc ? Eternas dúvidas. O que eu posso? Tudo? O que eu quero? Nada? Porque? Será? Querer e poder, coisas eternamente separadas. Desnecessário, sofrível que seja dessa forma. Querer e poder. Coisas eternamente separadas.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A Rifa do Burro
Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse: - Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já gastei todo.
- Então, de qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?
- Nós vamos rifá-lo.
- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e hes perguntou:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais.
- E ninguém se queixou?
- Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido.
Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Opportunity, um outro Banco chamado Marka, uma igreja chamada Universal e o último tornou-se Ministro do Supremo Tribunal Federal.
O quinto irmão, o mais velho, que vivia no Maranhão e não estava na rifa, soube da história e, também, resolveu ganhar dinheiro. Dedicou-se a política, " mais de 50 anos na teta do governo, consequentemente as nossas custas"chegou a presidencia da república, acidentalmente" e hoje é o presidente do Senado e, até o presente momento, enrola a população tratando-os como ganhadores do burro morto. Caso todos reclamem, pode até entregar o cargo, mas nunca devolverá o todo que lesou do povo.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já gastei todo.
- Então, de qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?
- Nós vamos rifá-lo.
- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e hes perguntou:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais.
- E ninguém se queixou?
- Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido.
Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Opportunity, um outro Banco chamado Marka, uma igreja chamada Universal e o último tornou-se Ministro do Supremo Tribunal Federal.
O quinto irmão, o mais velho, que vivia no Maranhão e não estava na rifa, soube da história e, também, resolveu ganhar dinheiro. Dedicou-se a política, " mais de 50 anos na teta do governo, consequentemente as nossas custas"chegou a presidencia da república, acidentalmente" e hoje é o presidente do Senado e, até o presente momento, enrola a população tratando-os como ganhadores do burro morto. Caso todos reclamem, pode até entregar o cargo, mas nunca devolverá o todo que lesou do povo.
sábado, 31 de outubro de 2009
Pátria Madastra Vil - por Clarice Zeitel
Recebi o presente texto através de um e-mail, é uma redação universitária, nada de palavras difíceis, ou orações sintaticamente complicadas, e achei muito interessante e muito digno de ser postado, ainda mais por se tratar da inversão de valores em o Brasil se encontra.
O Tema da Redação era: "Como vencer a probreza e a desigualdade".
O Tema da Redação era: "Como vencer a probreza e a desigualdade".
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. Exagero de escassez... Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
PS:
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que terminou a faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Dancem Macacos, Dancem!
Abaixo segue um vídeo muito legal, que fala sobre a prepotência do homem em negar que é um animal, como tantos outros no planeta...
É uma crítica muito interessante, onde a narrativa compara o homem com um macaco, mas sempre o homem tenta descaracterizar sua condição animal, querendo fazer valer sua inteligência, como se todo o universo tivesse sido criado para usufruto dos humanos.
Vale a pena assistir!
Boa diversão:
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O Pálido Ponto Azul
Este é um vídeo muito interessante, que mostra o quanto somos pequenos, perante o planeta em que vivemos e como o nosso planeta é ínfimo perante a escala dos mundos...
Mas ao mesmo tempo é neste pequeno e pálido ponto azul do Universo, que estão todos os seres-humanos que já existiram, que estão, que estão todos que conhecemos, onde já foram feitas todas as bondades e maldades, etc.
Muito bom mesmo, excelente lição de humildade ...
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